“Homens não confessam. Eles agem.”
Damian acordou antes do alarme, o que, para ele, não era exatamente novidade. Seu corpo tinha o hábito de reagir ao mundo antes que o mundo pudesse reagir a ele.
Abriu os olhos devagar, respirou fundo e levou alguns segundos para processar o detalhe mais inconveniente da manhã: não estava no próprio quarto.
Virou a cabeça no travesseiro, observando o espaço vazio ao lado. O tecido estava marcado, levemente amassado, e ainda guardava o perfume dela. Um perfume discreto, doce e impossível de ignorar quando se tem memória, e pior ainda quando se tem desejo.
A lembrança veio inteira, como se a mente não precisasse de permissão para reviver: Elena nua nos seus braços, o corpo pequeno e suave, a pele quente que reagia ao toque dele com uma precisão quase irritante. Não havia drama, não havia esforço, apenas o modo com que ela se entregava, silenciosa, como quem entende que o silêncio às vezes é a forma mais alta de confissão.
O membro pulsou, pesado, exig