Narrado por Zalea Baranov
Parei ao lado dele, os olhos fixos nos de Ivan. O mesmo homem que me deu um sobrenome e me roubou o nome. O mesmo olhar gélido que, por anos, me reduziu ao silêncio. Mas dessa vez, algo havia se partido — ou se libertado — dentro de mim.
Eu não era mais sua filha.
Era seu erro.
O silêncio que se formou entre nós era mais cortante que qualquer palavra. Era o som do fim. Aquele ar carregado de velhas mágoas, agora preenchido por um novo tipo de poder: o meu.
Ergui o quei