A retaliação não veio como confronto.
Veio como ausência.
Lyria percebeu ainda antes do meio-dia, quando os canais habituais começaram a falhar de maneira sutil demais para serem considerados erro técnico. Nenhuma mensagem devolvida. Nenhuma confirmação. Nenhuma resposta clara. Era o tipo de silêncio que não nasce do acaso — nasce da decisão coordenada de parar de sustentar algo sem anunciar o corte.
Ela caminhava pelo corredor principal quando sentiu o eixo interno se ajustar. Não havia surpresa. Apenas confirmação.
— Começou — murmurou.
A mulher mais velha a encontrou perto da sala de mapas improvisada. Não perguntou nada. Apenas observou o movimento contido de pessoas que fingiam normalidade enquanto recalculavam riscos em silêncio.
— Eles não vão atacar você — disse a mulher. — Vão atacar o que depende de você.
Lyria assentiu.
— É sempre assim — respondeu. — Sistemas não enfrentam indivíduos. Eles estrangulam estruturas até que o indivíduo se curve para salvá-las.
Um mensageiro en