O mundo interno vibrou.
Não como se estivesse tremendo —
mas como se estivesse renascendo.
Os anéis de luz e sombra ao redor de Lyria giravam tão rápido que pareciam rasgar a própria mente em camadas.
Kael segurava o braço dela com força desesperada.
— Lyria, NÃO FAZ ISSO!
NÃO FAZ!
Elyon segurava o outro lado, a respiração pesada, quase soluçando.
— Olha pra mim…
olha pra MIM…
não vira isso sozinha…
Lyria estava parada.
Mas era um parado diferente.
Como se ela fosse o centro fixo de um furacão que tentava decidir se destruía o mundo ou se transformava em sol.
A Primeira Herdeira — aquela presença luminosa atrás dela — tocou o ombro de Lyria pela última vez.
“Você tem as duas metades.
A minha… e a dele.”
As paredes da mente tremeram.
Fendas abriram-se no céu interno.
Valeth urrou de dentro da escuridão:
“VOCÊ NÃO CONSEGUE!
VOCÊ NÃO SABE O QUE É CARREGAR UM NOME!”
Lyria ergueu o rosto devagar.
Os olhos dela — agora uma cor única, um brilho impossível — encararam o vazio onde Val