A Terra Entre Mundos estava silenciosa.
Não o silêncio da morte.
O silêncio da expectativa.
Como se todo o plano estivesse esperando a primeira decisão da herdeira que rompeu a própria profecia.
Lyria ficou de pé no centro da escuridão dourada.
Kael à direita.
Elyon à esquerda.
O Criador do Elo diante deles.
Mas agora…
O Criador não parecia mais uma divindade intocável.
Parecia… inseguro.
Como se estivesse diante de algo que ele próprio não compreendia.
Lyria deu o primeiro passo.
E o chão se ajeitou sob os pés dela — literalmente.
Como se o território inteiro estivesse aprendendo como existir de novo.
Kael, ainda ofegante, ainda ferido, tocou o braço dela.
— Lyria… tá tudo bem?
— Você… você sente dor?
— Você sente alguma coisa?
Ela olhou para ele.
E havia algo novo no olhar dela:
Antigo.
Calmo.
Devastador.
— Eu sinto tudo — ela disse.
Elyon estreitou os olhos.
— Tudo… como?
Ela respirou.
E quando respirou…
O vento respirou junto.
A Terra vibrou.
A luz do céu se movimentou.
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