O mundo inteiro tremeu quando o Elo explodiu.
Kael e Elyon foram lançados para trás como se tivessem sido arrancados do centro de um furacão.
Lyria caiu no chão — não por fraqueza, mas porque o Julgamento a puxou pelos pulsos, pelos ossos, pela alma.
O vento prateado girava ao redor dela como lâminas.
Kael tentou se levantar primeiro.
— LYRIA!
LYRIA, OLHA PRA MIM!
Mas o chão sob ele abriu-se como uma fenda viva, puxando-o para longe dela.
Elyon também tentou avançar.
— Lyria, não caia nisso—!
Mas a neve subiu como muralhas de gelo, separando-o dela.
Lyria levantou a cabeça com dificuldade.
— Não…
Não se afastem…
NÃO SE AFASTEM DE MIM!
O Julgamento respondeu com uma voz que não era voz — era uma força:
“Ela não escolheu.”
A terra vibrou.
“Então o Elo escolhe.”
Kael agarrou a borda da fissura com força, os dedos sangrando.
— NÃO!
ELA ESCOLHE!
NÃO VOCÊS!
Elyon lutava contra a muralha de gelo, rachando-a com energia pura.
— ELO DO INFERNO, SOLTA ELA!
Mas o Julgamento não escutava.
Ly