A primeira coisa que Lyria percebe é o silêncio.
Não o silêncio do templo, do vale ou da fortaleza.
É outro tipo.
Um silêncio de lugar que não existe.
Ela abre os olhos.
Não há chão.
Nem céu.
Só um espaço cinza infinito, sem sombra, sem luz de origem.
— Onde eu…?
A voz interrompe:
— Dentro.
Ela vira o corpo.
Uma figura está em pé alguns metros à frente.
Não é sombra.
Não é carne.
É algo no meio.
Um corpo de luz escura, contornos de gente, olhos prateados como os dela, mas com um brilho antigo d