O ar da floresta estava pesado naquela noite. Nem mesmo os grilos ousavam cantar. O vento sussurrava entre os galhos como se carregasse segredos antigos, velhos demais para serem lembrados, perigosos demais para serem ignorados.
Na clareira ao norte de Silvermoor, os passos de Lia eram silenciosos. Seus sentidos estavam aguçados. Algo — ou alguém — os observava há dias, sempre à distância, sempre nas sombras.
Ela sentia. A presença não era humana. Nem inteiramente Lycan. Era outra coisa. Algo m