O quarto do hospital estava em silêncio.
A chuva caía do lado de fora, batendo suavemente contra a janela.
Gustavo permanecia deitado, o ombro enfaixado e o rosto marcado pelo cansaço. O médico garantira que o tiro havia sido superficial, mas insistira para que ele ficasse em observação por pelo menos vinte e quatro horas.
Obedecer nunca fora uma qualidade de Gustavo Ferraresi, mas, daquela vez, ele permaneceu.
Não por causa do médico, por causa de Maytê.
Ela estava sentada ao lado da cama,