O carro cortava a cidade em alta velocidade. Henrique dirigia, Gustavo ocupava o banco do passageiro, tentando ligar para Elisa pela décima vez. Sempre a mesma resposta, caixa postal.
No banco de trás, Maytê observava pela janela sem realmente enxergar a cidade. Uma sensação ruim apertava seu peito.
Desde a morte de Samuel, parecia que o inimigo estava sempre dois passos à frente. Clara quebrou o silêncio.
— E se for uma armadilha?
— Provavelmente é. — Henrique respondeu sem tirar os olhos da e