O tempo tinha passado, mas havia coisas que nunca mudavam.
Gustavo ainda acordava antes de todos, preparava o café e fazia questão de levar uma xícara para Maytê na cama.
Ela sempre dizia que ele não precisava, mesmo assim, todas as manhãs, ele aparecia sorrindo na porta do quarto.
— Bom dia, meu amor.
Ela recebia a xícara e respondia do mesmo jeito.
— Bom dia, marido.
Era um ritual simples, mas era exatamente esse tipo de simplicidade que eles aprenderam a valorizar.
Aurora já estava com onze