SEIS MESES DEPOIS.A chuva caía fina sobre a cidade quando Gustavo entrou em seu escritório, era tarde.Os corredores do Grupo Ferraresi estavam praticamente vazios, ele largou a pasta sobre a mesa, afrouxou a gravata e caminhou até a janela. Aquela já não era mais sua rotina.Agora, quase sempre, saía cedo para jantar com Maytê. Mas uma reunião inesperada o obrigara a ficar até mais tarde.O celular vibrou, uma mensagem dela.Não esquece do sorvete. 🍦❤️Ele sorriu sozinho, respondendo imediatamente.Nunca mais esqueço. Promessa.Guardou o telefone no bolso e foi então que percebeu um envelope pardo sobre a mesa, não havia remetente, nem selo. Apenas seu nome escrito à mão. Gustavo Ferraresi.Franziu a testa, não lembrava de tê-lo visto pela manhã.Pegou o envelope, estava pesado. Abriu com cuidado e dentro havia uma única fotografia. Antiga. Amarelada pelo tempo.Nela, um garoto de aproximadamente dez anos sorria ao lado de um homem e de uma mulher.O garoto era Gustavo. O homem, se
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