88. Carta de Mariana
O envelope pardo chegou com os outros papéis deixados sobre sua mesa pela recepcionista. Isabela notou o nome escrito à mão com letra familiar, num traço que carregava entusiasmo, mesmo em traços apressados: “Para Belinha – com orgulho.”
Ela sorriu antes mesmo de abrir.
Mariana não era de escrever cartas longas. Mas quando o fazia, havia uma alma por trás das palavras. Isabela sentou-se devagar, afastou o notebook e abriu o envelope com delicadeza. De dentro, caiu uma folha cuidadosamente dob