104. Memórias dolorosas
O apartamento estava silencioso, exceto pelo som abafado da chuva batendo contra os vidros da varanda. Isabela entrou devagar, sem acender as luzes. Deixou a bolsa sobre a cadeira da sala e caminhou direto para a cozinha, onde a chaleira elétrica ainda estava plugada da última madrugada.
Enquanto a água esquentava, seus olhos se perderam na pequena moldura de madeira em cima da estante. Já não havia foto dentro, apenas o espaço vazio e amarelado por trás do vidro. E mesmo assim, era como se a i