Elisa Martins
Acabei dormindo no sofá.
Não lembro exatamente em que momento meu corpo desistiu de lutar contra o cansaço, só sei que acordei sendo erguida do nada. Braços firmes me envolveram com cuidado inesperado, me afastando do estofado duro e me levando escada acima. Tentei abrir os olhos, mas o peso do sono era maior. Minha cabeça caiu contra um peito quente, e, por um segundo, senti algo parecido com segurança — uma sensação que não combinava em nada com aquele lugar.
Fui colocada sobre