Híbrida - Destinada a reinar

Híbrida - Destinada a reinarPT

Fantasia
Última atualização: 2024-11-23
Natália  concluído
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Kallista é uma jovem de acaba de fazer 19 anos e tem sua vida completamente mudada ao saber que não era humana. Seu melhor amigo Luke na verdade é um Lobisomem guardião que estava protegendo Kalli de qualquer outro sobrenatural. Além de Kallista descobrir que não era humana, ela descobre que é odiada e caçada! No mundo sobrenatural o fato de ser hibrida, pelas leis é extremamente proibido e a punição para tal é a morte!. Sendo a ultima herdeira do trono dos Hungrias e Saint Luise, Kallista terá que entrar em um mundo completamente novo, enfrentar clãs antigos e descobrir que ser Hibrida é o menor dos seus problemas.

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Capítulo 1

Capítulo 1

O espelho refletia o último raio da tarde, e eu me encarava como se buscasse respostas que não vinham. Bufei, passando a mão pelo rosto. Estava jogada no chão, apoiada com as costas na cama, o pé balançando nervoso de um lado para o outro. Algo naquele dia não me deixava quieta, algo estremecia sob minha pele.

Olhei de novo para o reflexo: cabelos castanhos presos de qualquer jeito em um coque alto, pele quase bronzeada pelas horas sob o sol, olhos grandes e castanhos claros, boca levemente cheia. Alta demais para a maioria das mulheres, beirava meu 1,75. Tédio. Puro tédio — era isso que eu era.

Uma voz me arrancou do transe. Levantei os olhos e vi Luke parado à porta. Ele era imenso, cobria o vão inteiro. Devia ter uns 1,90, musculoso, bonito demais, loiro de olhos verdes tão convidativos que qualquer mulher imploraria para ser consumida por ele. Mas eu não o via assim. Luke era… diferente. Uma ligação estranha, quase como um irmão.

Ele me lançou um olhar de repreensão. Revirei os olhos.

— O que você está fazendo aqui? 

Ele se aproximou, o corpo enorme parando ao meu lado.

— Seu pai abriu a porta para mim. E você… o que faz no chão?

Dei de ombros. Ele suspirou.

— Devíamos fazer alguma coisa. Hoje é seu aniversário, Kallista. Dezenove anos não se comemoram jogada no chão.

Gemendo, joguei a cabeça para trás.

— Isso pouco importa pra mim.

Ele ergueu uma grade de cervejas e riu quando suspirei, levantando-me. Descemos juntos até a varanda, sentamos lado a lado e começamos a beber em silêncio.

— Se for pra ficar calada e se autodepreciando, eu vou embora.

Ri sem humor.

— Então vai.

Ele me empurrou com o ombro, arrancando de mim um sorriso involuntário.

— O que está acontecendo? Por que você está assim?

Dei de ombros.

— Estou mal. Parece que vou explodir… ou voar na cara de alguém.

Ele me olhou preocupado. Sorri, tentando aliviar.

— Deve ser pressão da faculdade. História não é fácil, e o TCC está me matando. Nem comecei ainda.

Luke desviou o olhar, quase triste, mas voltou a beber sem dizer nada. Suspirei.

— Às vezes eu só preciso transar um pouco, quem sabe.

Ele engasgou com a cerveja, me fazendo rir alto. Limpou a boca com o dorso da mão, rindo também.

Foi então que ouvi o farfalhar das folhas secas no quintal. O som se quebrou como um aviso. Olhei na direção, esperando ver meu pai ou minha mãe. Mas não era.

Era… a porra de um imenso lobo.

Devia ter uns cinco metros de altura. Meu Deus… aquilo era real? Olha o tamanho daquele monstro. Meus dedos cravaram na madeira da soleira, meu corpo estagnou. Não conseguia reagir. O tremor tomou conta de mim de forma tão violenta que parecia que meus ossos iam se partir.

Não se mexer. Era isso que diziam quando se via um lobo, certo? Mas porra… isso era pra lobos normais, não para um gigante que parecia saído de um pesadelo. O que eu faria? Pensa, pensa, pensa…

Por um instante, até esqueci que Luke estava ao meu lado. Olhei devagar para ele, tentando não chamar atenção do animal. E… mais que cassete… ele estava terminando a cerveja dele? Tinha um lobo imenso diante de nós e Luke parecia quase entediado.

— Luke… o que a gente faz? — sussurrei, o maxilar travado, a voz fraca e trêmula.

Ele suspirou, se levantando com calma. Ótimo. Agora íamos virar manchete: “Dois jovens idiotas morrem porque o idiota maior resolveu enfrentar um lobo gigante.”

Mas o lobo não se moveu como eu esperava. Não se sentiu ameaçado. Pelo contrário. Seus olhos castanhos, enormes, pareciam… humanos. Eles se voltaram para Luke e depois para mim. Então, num gesto impossível, o lobo fez algo parecido com uma reverência.

Olhei para Luke, assustada. Ele trincava o maxilar e cerrava os punhos.

Uma voz grossa e alta ecoou dentro da minha cabeça: “Vossa Majestade.”

O susto daquela voz me fez recuar, ainda sentada, batendo contra a parede da varanda. Aquilo… aquela voz era do lobo?

O animal me observou, depois voltou o olhar para Luke.

— Ela ainda não sabe, Fenry. — Luke finalmente falou, a voz sombria.

O lobo bufou, o som grave vibrando no ar. “Pois você tem até amanhã de manhã para explicar à nossa princesa. Ela corre risco. Amanhã eu e Daemon voltamos para buscá-la em segurança.”

E então, tão rápido quanto apareceu, o lobo desapareceu.

Eu ainda tremia como vara verde, caída no chão da varanda. A cerveja ameaçava voltar pela garganta. Luke me encarava com olhos mais sombrios do que eu jamais tinha visto nele.

— Vamos entrar. A noite vai ser longa.

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