O sonho parecia embaçado, como se estivesse envolto em névoa. Ainda assim, eu conseguia ver fragmentos: uma mansão branca, delicada, envolta por uma aura que oscilava entre rosa, azul e lilás. Flores cobriam suas paredes e sacadas, tantas sacadas que parecia haver dezenas de quartos. A visão mudou. Um par de olhos surgiu diante de mim. Olhos felinos, íris douradas, intensas, tão hipnóticas que eu poderia ficar olhando para elas para sempre. Eles piscavam lentamente, e uma voz grossa, calma, ecoava no fundo: “Acorde.” Mas eu não queria. Queria ficar ali. Queria estar naquele lugar quentinho, sereno, cheio de paz. A voz insistia, me puxava para fora. Com uma lufada, fui arrancada do sonho. Meu corpo doía como se tivesse sido dilacerado e remendado várias vezes. Não conseguia abrir os olhos. Um gemido escapou dos meus lábios. — Ela acordou. — disse uma voz abafada. — Pestinha? Ah… esse era Fenrys. — Fenrys… — balbuciei. — Isso sou eu. Vamos, abra os olhos. Tentei, mas meu corpo p
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