Mais tarde naquele mesmo dia, Elena voltou a me procurar. Mas desta vez, seu semblante estava diferente — sombrio, decidido.
— Anna, preciso te mostrar algo — disse ela, fechando a porta da biblioteca com um clique firme. Em sua mão, havia um papel amassado, como se tivesse sido retirado às pressas de algum esconderijo.
— O que é isso Elena?
Ela colocou o bilhete sobre a mesa. Era um papel simples, de caderno, com a letra rabiscada e torta. Mas o conteúdo era um soco no estômago:
“Você vê t