Linhas de Convergência.
Ana Luísa
A casa estava silenciosa demais naquela manhã.
Não era o silêncio comum, doméstico, feito de rangidos antigos e vento atravessando frestas.
Era um silêncio denso, carregado, como se o ar tivesse decidido prender a respiração junto com ela.
Ana Luísa permaneceu alguns segundos parada no meio da sala, sentindo o frio do assoalho atravessar as solas dos pés.
Tinha acordado com uma sensação estranha, um peso no estômago que não se explicava por medo, mas por ant