Entre Linhas e Silêncios
O cartório da cidade parecia um relicário antigo. Ana Luísa percorreu os corredores estreitos e cheios de prateleiras de madeira escurecida, cujas etiquetas desbotadas denunciavam a passagem de décadas.
O ar tinha cheiro de papel envelhecido e tinta adormecida.
Ela se apresentou à atendente com um sorriso discreto, e logo foi conduzida à sala de consultas públicas.
Ali, cercada por pilhas de pastas e livros de registros, mergulhou nos arquivos.
Buscava doações