Vozes na Madeira
As paredes da antiga casa de Ana Luísa pareciam ter absorvido não apenas o cheiro da madeira envelhecida, mas também as dores e segredos de gerações.
O sol da tarde atravessava as janelas manchadas de poeira, desenhando silhuetas alongadas no chão de tábuas que rangiam a cada passo.
Ela caminhava pelo corredor com um caderno de anotações em mãos, a respiração contida e o coração acelerado.
Naquela manhã, decidira vasculhar o porão, lugar que tinha muita coisa guardada.