Maya passou a noite acordada.
Não por medo do que poderia acontecer — isso ela já conhecia bem —, mas pelo peso da decisão que havia tomado. Contar a verdade inteira não era apenas dizer um nome ou revelar um passado. Era abrir mão da última camada de proteção que ainda a separava do mundo que havia fugido.
Quando o dia amanheceu, ela já estava de pé.
Preparou o café da manhã com cuidado, mais por necessidade de ocupar as mãos do que por rotina. Enzo acordou pouco depois, ainda sonolento, e com