A família Alencastro não fazia barulho quando se movia.
Nunca precisou.
Enquanto Maya — ou Valentina, no nome que voltara a existir — tentava reconstruir a própria respiração dentro da casa de Orion Ferraz, a engrenagem que ela conhecia tão bem começava a girar em outro ponto da cidade. Um ponto alto, silencioso, protegido por vidros espelhados e decisões tomadas longe de qualquer escrutínio público.
Na sala ampla de um escritório que ocupava dois andares inteiros, três homens e uma mulher esta