A voz da aeromoça ecoou pelo avião, suave demais para o turbilhão que havia dentro de mim.
— Senhoras e senhores, dentro de alguns minutos iniciaremos nosso procedimento de pouso. Pedimos que ajustem suas poltronas para a posição vertical, recolham as mesinhas e afivelem os cintos de segurança.
Minhas mãos tremiam levemente quando puxei o cinto e o encaixei com um clique seco. O som pareceu alto demais no silêncio que se instalou ao meu redor. O avião começou a perder altitude, e meu estômago se contraiu, não apenas pela descida, mas pelo peso do que me esperava quando as rodas tocassem o chão.
— A tripulação agradece a preferência e deseja um excelente desembarque — completou ela.
Saímos de nossos assentos e seguimos em direção à saída do avião. Eu ainda estava confusa com tudo o que o senhor William havia dito.
Não sabia que atitude tomar, nem qual resposta dar. Dentro da minha mente, travava-se uma verdadeira batalha entre querer e não querer.
Talvez, se eu tivesse uma última noite