O senhor William não insiste. Apenas pede que eu tome o remédio. Eu tomo, em silêncio, e seguimos viagem.
Tento fingir que ele não está ao meu lado, mas é impossível. Sua presença ocupa todo o espaço.
Consigo ouvir sua respiração ritmada, sentir o calor do seu corpo tão próximo do meu, o cheiro amadeirado que me envolve e me deixa inquieta. É uma tortura silenciosa, lenta, que se instala sob a minha pele.
Quando o avião entra em uma turbulência inesperada, o medo fala mais alto que o bom senso