O som das portas duplas do Hospital Memorial batendo contra as paredes ecoou como um trovão num deserto de agonia. Eros não corria; ele cambaleava, com as mãos tingidas pelo sangue de Helena, o terno que custava uma pequena fortuna agora transformado num trapo de desespero. O mundo, com os seus gráficos de ações, lucros trimestrais e impérios de betão, tinha evaporado. Restava apenas o rastro escarlate no chão branco do hospital e o silêncio mortal da mulher que ele amava.
— Preparem a sala qua