O silêncio do escritório na cobertura da mansão Cavalcanti era quebrado apenas pelo som sutil das folhas de papel sendo assinadas. Eros mantinha a caneta-tinteiro em punho, mas seus olhos não conseguiam se fixar nas cláusulas de governança da nova holding. Seus pensamentos estavam presos no andar de baixo, no quarto onde Helena tentava se reconectar a um mundo que havia continuado a girar sem ela. A rigidez dela ao ver o porta-retratos na cômoda ainda ecoava na mente de Eros como um alerta de t