O corredor da UTI era um lugar onde o tempo morria. O som constante dos monitores — bipe, bipe, bipe — era a única trilha sonora daquela espera excruciante. Helena jazia na cama 12, cercada por máquinas que respiravam por ela, que filtravam o seu sangue e que mantinham o seu coração a bater. O seu rosto estava sereno, mas era uma serenidade que aterrava Eros. Parecia que ela já não pertencia a este plano de existência.
Enquanto Helena habitava o vazio do coma, o seu filho, que Eros decidira cha