CAPÍTULO 51: A ARQUITETURA DO PERDÃO
O sol da tarde filtrava-se pelas imensas vidraças da mansão Cavalcanti, mas o ambiente não era mais aquele mausoléu de mármore e silêncio que Helena conhecera cinco anos atrás. Havia vida pulsando nos detalhes. Samanta passara os últimos dias numa frenética atividade amorosa, preparando cada centímetro da casa para o retorno da sua verdadeira dona. Tapetes antiderrapantes foram estrategicamente colocados, as arestas dos móveis protegidas e, o mais importante, o jardim de inverno fora transformad