O "sim" de Isabela e Ricardo ecoou pelo jardim como uma sentença de prisão para Helena. Enquanto as pétalas de rosas brancas eram lançadas sobre o casal, ela permanecia estática no altar, sentindo o peso do olhar de Eros Cavalcanti em suas costas. Mas, assim que a cerimônia terminou e os convidados se dirigiram para o salão de festas, algo mudou.Eros, o homem que a possuíra com uma fome devastadora há três meses, o homem que a olhara com posse segundos atrás, tornou-se uma estátua de gelo. Durante a recepção, ele se moveu entre a elite empresarial com uma elegância fria e impenetrável. Helena o observava de longe, o coração martelando contra as costelas, esperando por um sinal, um gesto, uma palavra. Mas Eros a ignorou completamente. Era como se ela tivesse voltado a ser a mobília da mansão Duarte. Ele passava por ela sem que seus olhos azul-escuros desviassem um milímetro. A indiferença dele era mais dolorosa do que o tapa de sua mãe.Antes mesmo do jantar ser servido, Helena viu
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