Volta para casa

MAKSIM

Quando deu a hora de eu sair, eu já estava acordado fazia muito tempo. Acho que nem dormi. Às cinco da manhã eu já estava de pé, atento, esperando qualquer desgraça que pudesse acontecer antes de assinarem meus papéis. Às nove em ponto, o carcereiro abriu a cela.

Carcereiro: Volkov. Está liberado.

Liberdade condicional. A palavra ecoou na minha cabeça como um deboche. Condicional o caralho. Eu sou o Don — ninguém vai me forçar a voltar pra dormir nesse inferno de novo.

Passei pelo abate, conferi documentos, assinei o que precisava. E assim que atravessei aqueles portões gelados, vi Sergei me esperando, encostado no carro preto como se estivesse em dia de festa.

Ele deu aquele sorrisinho de lado e me puxou num abraço firme.

Sergei: Bem-vindo de volta à liberdade.

Maksim: Vamos sair daqui logo antes que algum filho da puta pense em me enfiar de volta lá dentro.

Sergei: “De volta” nada. Você vai furar essa condicional. Eu duvido que você dorme outra noite nesse buraco. Quem vai te
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