MAKSIM
E aí, escuta bem: meu nome é Maksim Volkov, mas ninguém me chama assim aqui dentro.
Pra essa gente, eu sou o Don que matou um membro do Conselho como se estivesse cortando pão na mesa do café.
E é exatamente por isso que estou nessa prisão especial, um lugar onde só colocam gente importante demais pra desaparecer e perigosa demais pra ficar solta.
Cinco anos.
Cinco anos nessa merda congelada, cercado de monstros que, se estivessem lá fora, incendiariam o país inteiro. Aqui, cada passo ecoa como um aviso:
tu ainda respira porque alguém lá em cima tem medo de te matar.
Oleg — o único que ainda tem coragem de puxar assunto — apareceu na grade da minha cela.
Oleg:
— Ouvi dizer que tua liberdade vai chegar amanhã, Don. Voltando pra rua, vai dormir aqui?
Maksim:
— Dormir aqui e o caralho. Eu sou o Don. Eu não vou dormir nesse inferno nunca mais. Se acham que eu vou voltar pra essa cela depois de pôr o pé lá fora, tão mais malucos do que o Conselho inteiro junto.
Oleg riu,