Maksim
O dia passou voando. Tudo que eu queria era esquecer o cheiro daquela prisão, e hoje foi a primeira vez em cinco anos que pude me mirar no espelho sem sentir a porra das paredes geladas atrás de mim.
Passei no meu barbeiro pessoal, o velho Dmitriyev, que quase chorou me vendo entrar pela porta depois de tanto tempo. Cortei o cabelo, ajeitei a barba, entrei na beca nova que mandei o Lev buscar na loja mais cara de Moscou.
Olhei no relógio: 21h.
O preguiçoso do Lev ainda estava terminando de se arrumar — esse filho da puta consegue ser mais vaidoso do que modelo de revista.
Quando finalmente descemos da mansão e entramos no carro, meu celular vibrou pela nona vez.
Mensagem de Boris:
“O salão já está pronto. As meninas chegaram. Anda logo, chefe.”
Respondi com só um ponto final e enfiei o celular no bolso. Quando pisamos na entrada da boate da Bratva, o segurança abriu a passagem sem nem olhar pra cima. Lá dentro, homens importantes fizeram cumprimento, toque de respeito, aceno de