Narrado por Antonella
Olhei no relógio: 18h30.
O ponteiro parecia debochar de mim, avançando com uma calma que eu não tinha. A recepção do hospital cheirava a desinfetante e preocupação. Minhas mãos estavam frias, trêmulas. Ao lado, Alessia tentava puxar algum assunto aleatório para que eu não desmoronasse ali mesmo.
A médica apareceu na porta da ala pediátrica com uma prancheta na mão e um olhar clínico — sério demais para me tranquilizar.
Médica: — Mãe da Lorena?
Antonella: — Sou eu.