Capítulo 28

Carol

Estou na cafeteria do hospital, um canto apertado com mesas de fórmica e cadeiras que rangem a cada movimento. O cheiro de café fraco, quase insípido, mistura-se com o aroma de pão amanhecido. Seguro a caneca, o líquido morno contra os dedos, e olho pela janela. Antony acordou. Depois de meses preso em um coma, ele abriu os olhos, mas as palavras que saíram da sua boca me cortaram como vidro: “Quem é você?” A pergunta ecoa na minha mente, cada sílaba uma ferida que não explica. Como ele pode não me conhecer? O homem que mudou minha vida com uma noite em Nova York, que me prendeu no rancho, que é o pai do meu filho, não sabe meu nome.

Volto ao quarto de Antony , o corredor ecoando com o som distante de uma TV ligada em algum lugar, as cortinas desbotadas deixando entrar uma luz pálida do fim de tarde. Ele está lá, deitado, o rosto menos pálido, mas ainda frágil, o tubo de oxigênio retirado, mas os monitores piscando ao redor. Margaret está ao lado da cama. Seus olhos encontram o
Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App