Carol
Estou na cafeteria do hospital, um canto apertado com mesas de fórmica e cadeiras que rangem a cada movimento. O cheiro de café fraco, quase insípido, mistura-se com o aroma de pão amanhecido. Seguro a caneca, o líquido morno contra os dedos, e olho pela janela. Antony acordou. Depois de meses preso em um coma, ele abriu os olhos, mas as palavras que saíram da sua boca me cortaram como vidro: “Quem é você?” A pergunta ecoa na minha mente, cada sílaba uma ferida que não explica. Como ele