Fátima sentia ansiedade só de imaginar o telefone tocar, queria poder testar sua força de vontade e não atender. Era o exercício: resistir. Ignorar. Mostrar que podia. Colocou o telefone na bolsa e saiu do táxi. Não podia conduzir ainda.
O elevador da empresa se abriu, e uma mulher de estatura média, elegante, saiu acompanhada por dois homens. Usava calças até os tornozelos, um casaco combinando e saltos médios, estiletes. Fátima reconheceu de imediato: Helena Boran. A esposa do magnata Boran.
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