Zahir, eu posso explicar...
Fiquei imóvel, observando a porta se fechar, enquanto uma verdade incômoda me atravessava o peito: aquele apartamento — como o amor que um dia nos uniu — fora erguido para mim.
E agora, cada parede parecia guardar o eco do que não podia mais ser reconstruído.
Sentei-me na cama e enxuguei uma lágrima teimosa que desceu pelo rosto.
Fiquei algum tempo apenas observando Vitor dormir — o pequeno corpo sereno, os cílios longos roçando as bochechas rosadas.
A paz dele era quase dolorosa.
Mais tarde, j