A manhã chegou sem que eu percebesse.
A luz suave atravessava as cortinas brancas, inundando o quarto com um dourado cálido, como se o sol tocasse cada objeto com delicadeza. Por um instante, pensei que tivesse sonhado com tudo — com Zahir, com nossas palavras cortantes, com a dor que ainda queimava dentro de mim.
Mas o travesseiro ao meu lado ainda guardava o afundado leve do corpo dele.
Não havia sido sonho.
O quarto estava mergulhado em silêncio, exceto pelo som distante da cidade despertand