Pensei em abandonar o passado... e começar do zero, como você disse.
A luz da manhã se infiltrava pelas frestas das cortinas e se derramava sobre o quarto, tocando meu rosto com suavidade. Pisquei, ainda sonolenta, e, quando abri os olhos, dei de cara com o olhar fixo de Zahir.
Os olhos dele — negros, profundos, enigmáticos — estavam sobre mim. Por um instante, esqueci até de respirar. Depois de como ele chegara na noite anterior, tão frio e distante, eu jamais imaginaria que o encontraria ali, deitado ao meu lado, observando-me em silêncio.
O olhar dele percorr