As horas se arrastaram.
A chuva não cessava.
Vitor dormiu no meio da tarde, e eu fiquei sentada junto à janela, observando as gotas escorrendo pelo vidro — tentando não olhar o relógio, tentando não esperar.
Mas ele não ligou.
Quando finalmente o ouvi chegar, já era noite.
A chave girou na fechadura, e o som ecoou pelo apartamento silencioso.
Por um segundo, meu coração pareceu ganhar vida — esperei ouvir meu nome, o som da voz dele quebrando o silêncio. Mas nada.
Zahir entrou e passou por mim