O silêncio entre nós.
Consegui controlar a voz.
— Zahir, você pode dar de mama a Vitor?
Zahir me encarou com os olhos negros brilhando à meia-luz. Havia neles uma mistura de cansaço e ressentimento, um silêncio carregado de lembranças dolorosas. O rosto estava sério, fechado — e, ainda assim, eu podia ver o homem que um dia me amou escondido sob aquela frieza.
Ele estendeu a mão, pegando a mamadeira com firmeza.
— Pode deitar. Eu dou. — A voz saiu seca, contida.
Deixei os dois e caminhei pelos corredores, sentindo-m