Cru, intenso, e quase um castigo.
Por um tempo, só ouvi o som de seus passos lentos no tapete.
Então, o colchão cedeu levemente ao peso dele.
Abri os olhos.
Zahir estava ali, ao meu lado, deitado, apoiando a cabeça em uma das mãos.
Meu ar sumiu.
Ele estava lindo — e isso me irritava.
Os cabelos ainda úmidos caíam sobre a testa, o peito nu, largo e moreno, reluzia sob a luz tênue.
Aquele corpo, aquele rosto, aquele homem… o mesmo que me fizera sentir viva e destruída.
Os olhos dele me observavam, intensos, porém estranhamente ca