Você me enlouquece... mesmo quando eu não quero.
Zahir me puxou um pouco mais para perto, seus olhos mergulhados nos meus.
Por um segundo, pensei que ele fosse me beijar.
Mas ele parou, os lábios a um sopro de distância, respirando o mesmo ar que eu.
Sua voz saiu rouca, baixa, como um murmúrio quebrado:
— Você me enlouquece... mesmo quando eu não quero.
Senti o coração se partir.
Havia tanto desejo quanto mágoa naquela confissão.
E eu, completamente submissa àquele olhar, soube que ainda o amava com a mesma força de antes — talvez até mais.
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