Zahir
Abri os olhos e vi-a imóvel — pálida, quase sem cor, como se o tempo tivesse parado ao redor dela. Dei um passo à frente, sentindo o coração bater com força, descompassado. Então, ouvi o som suave de um respiro infantil, e meu olhar se voltou para a mulher grisalha parada na porta, com uma criança nos braços.
Por um instante, pensei estar sonhando. Mas quando o menino levantou o rosto, o ar me faltou. Aqueles olhos... negros, intensos, como os meus. O mesmo tom da noite que sempre vi refl