Abri a porta da sala. O mormaço da casa me envolveu de imediato, abafado, pesado, como se o ar se recusasse a circular. O calor parecia sair das paredes, tornando tudo ainda mais sufocante. Zahir entrou primeiro, como se ainda fosse dono daquele espaço.
Um arrepio me percorreu o corpo quando me lembrei do cadeirão na cozinha… do berço no quarto. Meu coração disparou. Eu precisava mantê-lo longe dali — longe da verdade. A sensação de frio na boca do estômago quase me fez fraquejar, mas respirei