Acordei com a cabeça pesada e o corpo ainda carregado do que aconteceu, ou melhor, do que não aconteceu, no jantar com Dante.
A maneira como ele olhou nos meus olhos. Como a mão dele ficou próxima demais da minha por tempo demais. Como parecia que, a qualquer segundo, ia atravessar aquela muralha emocional que ele próprio ergueu entre nós. Mas não atravessou.
Não ainda.
Mesmo assim, algo ficou diferente desde aquela noite. Sutil, mas definitivo. E na manhã seguinte, assim que entrei no escritór