E aí, galera, me chamo Daiane Santos. Moro aqui no mesmo morro que a Sayuri, só que lá embaixo, numa casinha de dois cômodos que divide eu e minha mãe, Marta. Pai? Nem conheci. Sumiu antes de eu nascer, dizem que levou chumbo numa parada errada. Meus dois irmãos mais velhos, o Thomás e o Thiago, também já foram. Um em confronto com a polícia, outro numa briga de facção rival.
Morro é assim, mermão: a gente nasce, cresce e muitas vezes morre sem nem escolher.
Eu estudo na escola municipal que fi