A noite termina, mas meu corpo não acompanha o silêncio da casa.
Eu fecho a porta do quarto com cuidado, como se qualquer barulho pudesse trazer ele de volta.
Tranco.
Apoio as costas na madeira fria e fico ali parada um tempo, respirando rápido, o coração ainda disparado. A bunda tá quente, formigando, como se as mãos dele ainda estivessem ali. Eu passo a palma devagar no lugar, por cima do vestido, e sinto um arrepio subir pela espinha inteira.
Não dói.
É uma sensação que eu nunca senti ant