A tarde tava mansa.
Daquelas que o morro parece até sossegado, o sol batendo fraco, a brisa entrando pela janela. Eu tava no sofá da sala, a televisão ligada num programa qualquer, mas minha atenção tava toda na Sayuri.
Ela tava inquieta.
Levantou, foi pro banheiro. Voltou depois de uns minutos, sentou do meu lado. Mal encostou no sofá, levantou de novo.
— Tá bem, Sasa? — perguntei, acompanhando ela com o olhar.
— Dor de barriga — ela respondeu, a mão na barriga enorme. — Mas não fiz nada.