A madrugada era silenciosa.
O tipo de silêncio que pesa, que aperta, que faz a gente ouvir o próprio coração batendo. Eu tava deitada na cama, o Jogador dormindo ao lado, a mão dele pousada na minha barriga como fazia toda noite.
Protegendo.
Cuidando.
Mas eu não conseguia dormir.
A gravidez tava avançando. Cinco meses já. A barriga crescia, os chutes da Ayumi ficavam cada dia mais fortes, mais frequentes. Tudo parecia bem. Exames normais, médica satisfeita, o Jogador babando demais.
Mas